28/01/2005

2ª embate na cidade berço

Amanhã em Guimarães, o Benfica joga contra o Moreirense.
Um adversário em princípio acessível, mas que pode dar trabalho.
A questão é mesmo esta, que Benfica entrará em campo amanhã? Quero acreditar que é aquele que jogou contra o Sporting e Boavista. Aliás o do contra o Sporting. Uma espécie de orgulho ferido, consumado nas palavras de Luisão após o jogo com o Beira-Mar.
Aposto que os jogadores de encarnado vão entrar com muita atitude e carácter. E espero que tenha começado a sério o campeonato de Geovanni. Vamos ver, uma vitória amanhã e ganharão um pouco mais da nossa confiança.Vitória por dois golos de diferença, sendo um deles de Geovanni.

Que Benfica?

Qual o Benfica que amanhã à noite jogará no relvado de Moreira de Cónegos? Um Benfica à "Beira-Mar"? Ou um Benfica à "Sporting e Boavista"?
Como as coisas estão, com a equipa transformada num iô-iô exibicional e anímico, qualquer pessoa sensata ficar-se-ia pelas palavras de um célebre defesa direito: "Prognósticos só no fim do jogo". Mas deixemos a sensatez para áreas mais importantes da vida, e arrisquemos um palpite. Dois a zero para os encarnados, com um golo a cargo do esforçado Manuel Fernandes.

27/01/2005

Dois destaques numa noite farta

De um jogo cheio, emotivo, bem jogado, e com final resvésmente feliz, ficam, entre muitas outras coisas, as memórias de um golo e de uma atitude.
O golo é o do Paíto.
Começa, ainda no meio campo do Sporting, com a antecipação ao indolente Carlitos, segue com a passagem a grande velocidade pelo amarelado João Pereira (que, para evitar o cartão vermelho, tenta jogar apenas a bola), atinge o brilhantismo com uma "cueca" monumental ao Luisão (daquelas que exigem posterior acompanhamento psicológico) , e, depois de 60 metros sprintando, e de um breve e emotivo instante de espera para que a bola fique na posição ideal de ser chutada, desfere a estocada final. Os sportinguistas acreditam que o golo sela a sua vitória. A maioria dos benfiquistas provavelmente também. Mas faltava a opinião do Simão. Que num pontapé fabuloso, mesmo a terminar o prolongamento, oferece à equipa a possibilidade dos penaltis.
A atitude é a dos jogadores do Benfica.
"Porque não jogam sempre assim?" A interrogação passou pela mente de todos os benfiquistas que acompanharam o jogo de ontem. Foi precisamente na atitude, na"alma" com que se entregaram, que esteve o segredo da vitória. O Sporting pode até ter sido técnica e tacticamente melhor. Mas a "raça" encarnada justificou plenamente o triunfo. Porque não jogam sempre assim? Porquê?

24/01/2005

Benfica 0 x 2 Beira-Mar

Na antevisão do jogo, dizia que a equipa tinha de assumir. Este jogo, e esta sequência de jogos até ao jogo nas Antas, permitiriam ganhar um balanço que podia ser suficientes para permitir o título.
Pois bem, a equipa não assumiu. A equipa, liderada pela atitude de determinados jogadores, não soube assumir. Tratou-se primeiramente de um problema de atitude e carácter, que adicionando uma exibição tacticamente perfeita por parte do Beira-Mar, confluíram na derrota do Benfica.
A táctica era igual, a equipa praticamente igual, nenhuma alteração táctica, então que falhou?
Para mim a atitude, de jogadores como Petit e Nuno Gomes. Que de Paulo Almeida não seria de esperar um futebol de grande qualidade, já todos nós sabíamos. Mas ver Petit na 1ªparte somente preocupado em não levar um amarelo para poder jogar contra o Sporting, e observar Nuno Gomes demasiado displicente, permite-nos ver parte do problema.
Para finalizar, e perante o não assumir da equipa, resta-me dizer que a equipa perdeu o benefício da dúvida em relação ao título, e os jogos serão abordados no princípio “ vamos ver como vai ser este jogo”.
Grande Tanque Silva, a mostrar todo o seu poderio. Um dos meus jogadores preferidos deste Beira, juntamente com Kingsley, McPhee e Paul Murray. Pena que tenham escolhido o meu Benfica para jogar assim.
Será necessário ver agora quais os jogadores com vergonha na cara. Quais os que assumirão as responsabilidades. O grande Luisão já deu o mote, agora depende da equipa mostrar ou não que estamos enganados em relação à sua capacidade.

Mau, muito mau


Do jogo de sábado na Luz vou guardar dois momentos: os assobios e apupos que dirigi ao Trapp e à equipa durante os últimos 5 minutos da partida, e os aplausos ao cartão amarelo mostrado à nódoa Carlitos por simular uma falta.
O resto foi demasiado mau. Até a águia Vitória ia saindo do Estádio.
Há algo de profundamente errado com a atitude psicológica e motivação dos jogadores do Benfica. A culpa é do Trapp ou de um balneario com problemas?

Fim*

Uma derrota em casa com o penúltimo classificado, ainda por cima detentor da defesa mais batida do campeonato, será sempre um escândalo para quem luta pelo ceptro de campeão. Mas não foi esse escândalo o pior do jogo de Sábado com o Beira-Mar. O pior foi o desbaratar completo da pequena chama de ânimo e esperança que, como que por milagre, se tinha reacendido depois da vitória sobre o Boavista.
Nessa última jornada da primeira volta, tudo, mas mesmo tudo, tinha corrido de feição ao Benfica. Os rivais marcavam passo, a equipa, com os ex-lesionados importantes de volta à equipa, fazia uma exibição convincente, a primeira em vários meses, e os adeptos, vergados por uma conjuntura tão favorável, voltavam de a acreditar. A teoria “A culpa é das lesões” parecia confirmar-se. E os encarnados partiam para a segunda metade do campeonato em inesperada igualdade pontual com Sporting e Porto, e com um calendário favorável para poder ganhar confiança e balanço rumo ao título. Só que…
De repente, voltamos ao Benfica sem força, sem equipa, e sem dignidade. Com os ex-lesionados em campo, com o público a puxar pela equipa mesmo em desvantagem, mas sem um pingo de “fibra” para dobrar as adversidades do jogo. O Benfica de Dezembro enche de novo o campo. E com o seu regresso mata definitivamente qualquer esperança racional quanto à ambicionada conquista do campeonato. Quem joga desta maneira sabendo que tem obrigatoriamente que vencer (para não deixar fugir o primeiro lugar, para ganhar ânimo, para colocar os adversários sob pressão) demonstra a ausência total de argumentos de campeão.

* Não resisto a colocar um "?" apócrifo no fim do título. Sim, isto é futebol. Para o bem e para o mal, um lugar onde a razão pode cair desarmada com um simples "talvez..."

21/01/2005

Assumir

Amanhã, é altura do Benfica assumir o seu destino.
Tem de ganhar, apesar de eu ter particular simpatia pelo Beira-Mar, esta tem de ser uma joga do Benfica.
A única alteração feita prende-se com a saída de Manuel Fernandes, e a entrada do “cabeça-de-área” Paulo Almeida. De resto a equipa mantêm-se.
Nuno Gomes promete golos, e perante uma defesa formada por elementos como Jorge Silva e Ricardo Silva, Karadas vai mostrar trabalho.
Pede-se portanto um bom jogo, vitória do Benfica, talvez goleada e alguns minutos de Mantorras.
Não há muito mais a dizer.
Só o desejo de a equipa se assumir, e de a máquina começar a funcionar.Resultado, 4-0 para o SLB, com um golinho de um destes: Luisão, Geovanni ou Mantorras.

Nada a dizer

O que dizer quando o Benfica, empatado no primeiro lugar da Super Liga com os rivais do costume, e dispondo de todos os bons jogadores do plantel (exceptuando Manuel Fernandes), joga na Luz com o penúltimo classificado? Apenas um imperativo e sonoro:
- Ganhem m'isso!!!
O números da vitória tornam-se irrelevantes. Mas seria simpático a equipa oferecer aos adeptos um 4-1, com nova contribuição de Mantorras.

19/01/2005

Orgulho ferido

Boa noite de futebol este domingo.
Nada a apontar à equipa, nada mesmo.
Deram o que tinham, fizeram o que o mister tinha ordenado, e o resultado foi o que foi.
De resto foi quase uma noite mágica, pois o tipo de satisfação com que ficamos ao sair do estádio é mesmo especial.
Excelente o Mantorras, bonito mesmo.
Grande Nuno Gomes, a fazer já três golos em dois jogos. Que diferença é a de ter o Miguel, e a calma que a dupla Luisão/Ricardo Rocha transmitem. A qualidade de Simão e o esforço de Karadas e Geovanni.
Experiência de Fyssas e destino de Manu Fernandes. Os fiáveis Petit e Quim. O miúdo Carlitos, de tanto querer mostrar serviço até se atrapalhava.
E a felicidade de Argel, porque realmente apesar de eu ter medo dele quando jogava, promover a felicidade dos outros não custa nada.
Foi tudo isto junto, e não só o Simão lá na frente. A equipa mostrou tudo aquilo que pode sempre ser. Restam 17 finais e desafios, a que eles (equipa) terão de responder da mesma forma.

Agora, é trabalhar para o jogo contra o Beira-Mar.

17/01/2005

Como o Mantorras

Estive a breves instantes de, pela primeira vez neste blog, acertar em cheio na previsão do resultado de um jogo. Como podem confirmar, na passada sexta-feira prognostiquei um robusto três a zero a favor do Benfica. E já me congratulava com a minha zandiguice quando Mantorras, no último lance do encontro, resolveu marcar e adiar para outra altura o meu brilharete adivinhativo. Mas, como é óbvio, não fiquei chateado. Porque o golo imprevisto foi do Benfica, e a vitória transformou-se em goleada, e, acima de tudo, porque o angolano voltou aos golos, dois anos e muita luta e sofrimento depois. Acho mesmo que este Mantorras renovado e confiante pode ser a imagem-mote para o Benfica da segunda volta. Os lesionados estão de volta, os reforços vêm a caminho, e, estando os três candidatos maiores em igualdade pontual, tudo está ainda em aberto. Depois dos altos, alguns, e baixos, muitos, por que já passaram, os encarnados saem desta vitória com o Boavista moralizados. Sem entrar em euforias, sem passar de um extremo ao outro em noventa minutos, o futuro surge agora bem mais promissor.
Duas notas para finalizar.
A primeira para sublinhar, de novo, a importância máxima de Miguel. Não é por acaso que reviravolta exibicional se dá no seu regresso à equipa.
A segunda para a lembra a despedida de Argel. Provocando sentimentos contraditórios nos adeptos, o brasileiro ganhou um lugar, mesmo que discreto, na história do clube. Se por um lado foi pródigo em causar calafrios, e ira, com as fífias devidas a aparentes paragens cerebrais, por outro lado a sua disponibilidade e entrega ao jogo valeram-lhe o recorde de cabeças partidas por minuto jogado. Apetece dizer, em jeito de despedida: Obrigado Argel e …vai jogar longe!

14/01/2005

Simples e a subir

Contra o Boavista Trapp tem dois gestos obrigatórios: deixar Mantorras no banco, a salvo das investidas dos vândalos (dois anos de recuperação, esforço e sofrimento merecem todo o respeito); e colocar Karadas na frente, ao lado de Nuno Gomes, respondendo com força ao jogo físico do adversário.
Quanto ao resto, o caminho só pode ser ascendente. Retornam Luisão e Miguel (um defesa que é fundamental no ataque). Mantêm-se Petit e Simão. E ... estreia-se Roger?
3 -0 para os encarnados, com Luisão a facturar no regresso aos relvados.

13/01/2005

Contra o Boavista, renovados


Só agora consigo falar sobre o jogo de sábado. Não o vi. Ia recebendo sms com o avançar do descalabro.
Parece que é necessário começar a pensar que Trapp não tem o perfil para treinador do Benfica. Mais que os jogadores, deverá ser o Treinador a sentir o peso da camisola. E é óbvio que Trapp não sente, sempre enredado em rendinhas de bonomia e sem nervo. Além disso, o futebol cínico não rima com Benfica. Benfica é sangue quente de ataque.
Boas noticias, as partidas de Za, Sokota e (estou de joelhos numa prece) Argel. Fica a faltar o Paulo Almeida, mas esse ainda tem meia-época para provar o que vale.
O regresso de Roger e de Mantorras entusiasmam, fazem-nos sonhar.
Com o Boavista deveremos empatar ou perder nos últimos minutos. Será preciso estar de olho no Zé Manel.
Quanto à táctica, deveria ser o 4-4-2, mas Trapp deverá optar por um 4-1-2-3. A equipa que eu gostava de ver no domingo na Luz seria : Quim; Dos Santos ,Luisão, Ricardo Rocha, Miguel; Manuel Fernandes; Petit e Roger; Geovanni, Nuno Gomes e Simão.

10/01/2005

De volta à "final"

Sigo o jogo à moda antiga. Pela rádio. As únicas imagens que me chegam são as dos golos, numa notícia do telejornal.
Dizem-me que o Sporting ganhou bem.
Que o Benfica não conseguiu reagir, pegar no jogo, e aproveitar a superioridade numérica.
Que o Simão falhou um golo certo.
Que o Nuno Gomes foi cem por cento eficaz.
Que o Mantorras meteu o Paíto no "bolso", e calou, por momentos, os “lagartos”.
Que o Alcides é bom, mas se esqueceu dos dotes teatrais do Liedson.
Que a posição de guarda-redes é a única onde o Benfica pode rodar jogadores sem perder qualidade.
Que agora estamos em quinto, a três pontos do primeiro.
E que voltamos novamente (será que alguma vez de lá saímos) à inquietação de “cada jogo uma final”.

07/01/2005

Amanhã é em Alvalade!

E eis que chega o grande jogo.
Este jogo é a grande oportunidade desta equipa, deste grupo, mostrar que quer ganhar, que quer ser campeão.
Amanhã não estarão lá Miguel e Luisão, jogadores literalmente de categoria internacional. Vai jogar o Quim.
Trapattoni está na dúvida se utiliza Paulo Almeida ou não. O Roger voltou, Trap mostra-se entusiasmado e o brasileiro retribui com aplicação e humildade nos treinos. Até o Dudic (A locomotiva dos balcãs) apareceu cá, e o resto do plantel a trabalhar ao seu lado sem problemas. Depois de ver tudo isto, pergunto-me se este é o mesmo Benfica de à um mês? Com esta calma toda, estaremos mesmo em semana de derby?
Este Trapattoni é louco, porque põe o Paulo Almeida a jogar, aposta no Quim, no 1º treino põe o Roger a inicial...
É louco, ou então sabe “bué” disto dos derbies e está a mandar um “ganda” baile ao pessoal! Confirmar-se-á amanhã se sim ou não!
Amanhã, só espero que a equipa entre com garra, confiante, e no fundo acredite que são bons o suficientes para ganhar.
Este Sporting é bom, mas não me parece que tenha a estaleca ou tarimba para estas corridas. É missão dos jogadores encarnados demonstrar isso mesmo amanhã. No entanto, atenção a Liedson e Carlos Martins, e devemos obrigar a amarelar o Custódio e o Polga ainda na 1ªparte.
Amanhã se marcarmos nos primeiros 25 minutos, vamos aos 2 ou 3 a 0.
Um golinho de Nuno Gomes, Simão e por fim de Paulo Almeida de cabeça, numa jogada de contra-ataque, iniciada pelo próprio.
Vamos lá, 2005 será nosso!

Vitória certa em alvalade

Amanhã, em alvalade (com letra pequena, pois!) a equipa de futebol do Benfica dará aos adeptos uma mostra do seu verdadeiro potencial. Porque, apesar de Luisão e Miguel não jogarem, estarão em campo as melhores unidades encarnadas. As lesões já são passado e a massa associativa está expectante perante um jogo em que as desculpas com azares já não toleráveis.
Chegou Roger, com quem Trapp se mostrou entusiasmado, e chegará nos próximos dias Lopez. Mantorras está de volta e já marcou um golo a uma equipa da 2ª divisão B. Paulo Almeida disse já disse que estava apostado em mudar a imagem que deixou até agora e em demonstrar a categoria que o levou a capitão do Santos e a seleccionável pela selecção do Brasil
Estamos a 1 ponto da liderança e podemos chegar ao final da primeira volta em primeiro lugar. Taça UEFA e de Portugal são cominhos ainda abertos à nossa frente.
Quanto ao Sporting, é de temer Carlos Martins e Liedson. Se o Benfica marcar cedo, o Peseiro atrapalha-se e a coisa está ganha. Acho que não vai ser um jogo faltoso e que vai ser um bom espectáculo.
O Benfica vence por 2-0 com golos de Geovanni e Paulo Almeida.

O verde da esperança

Desejo, antes de mais, um Benfica renovado, como o novo ano que começa. Com mais vida, mais confiança, deixando definitivamente para trás as paupérrimas exibições que quase o atolaram no final de 2004.
Enquanto se espera pelo prometido sangue novo (parece que um tal Maxi Lopez, atacante argentino, já vem a caminho), e aguardamos que São Trapp nos conceda o milagre de transformar o "brinca-na-areia" Roger num jogador de corpo inteiro, enquanto isso, temos então o jogo com o Sporting.
No Benfica, duas notícias carregam a esperança de algo melhor. O regresso da dupla Petit/Manuel Fernandes ao meio-campo, e titularidade de Nuno Gomes na frente. Pelo contrário, a defesa sem Luisão e Miguel, sabendo nós como não têm substitutos à altura, só pode significar angústia para os adeptos.
E acho que é exactamente aqui, na defesa, que o jogo se pode decidir. Ou seja, na segurança dos jogadores mais recuados do Benfica, na sua capacidade de não oferecer prendas aos adversários (afinal o Natal já passou). Porque, por um lado, julgo que o meio-campo e o ataque da equipa vão cumprir a contento a sua missão, e, por outro lado, o Sporting, que revela grande instabilidade psicológica, não terá as “bombas” de empolgamento que as fífias adversárias costumam dar. E sem esse empolgamento o Sporting é uma formação normalíssima, perfeitamente ao alcance dos encarnados.
Tenho, pois, esperança que o Benfica vai vencer em Alvalade. Esperança mas, como expliquei em cima, também receio. Um lapso, e a história do jogo pode ter um fim radicalmente diferente.
Seja como for, a aposta é optimista: Sporting – 1; Benfica – 3.