28/02/2005

Semana Terrível V - Momento De Verdade

O Benfica tem hoje o jogo mais importante da Semana Terrível. O mais importante, mas, ao mesmo tempo, o menos decisivo. Enquanto nas Taças, UEFA e de Portugal, esteve e estará em causa o prosseguimento em prova, o embate com o Porto não decidirá nada. A Super Liga está longe do fim, e os três pontos que o vencedor, se o houver, amealhar não garantem nada. A importância do jogo reside, assim, na força anímica que a vitória pode trazer. Jogam os comandantes do campeonato. Ambos protagonizando um percurso irregular até aqui. Ambos precisando de ganhar ao rival directo para injectar confiança e estabilidade na equipa.
Contra a onda pessimista que varre os adeptos, eu acredito que o Benfica pode ganhar. Pelo menos, possui argumentos para isso. Mantendo a equipa o rendimento dos últimos jogos, três premissas podem desequilibrar a partida a nosso favor. A subida de forma de Simão e Miguel, e o aproveitamento aceitável, para um candidato ao título, das oportunidades de golo criadas. Se isto acontecer, o Benfica tornar-se-á então líder isolado da Super Liga.
O prognóstico (antes do jogo) parece surreal, eu sei, mas vou mandar-me mesmo para os 3-0, com o tal golo, há muito esperado, do Luisão.

27/02/2005

Semana Terrível IV - Ética?! Não É Um Brasileiro Que Jogou No Leixões?

Enquanto o jogo não começa no relvado, os presidentes, e outros responsáveis dos clubes, "trocam galhardetes" na praça pública. Eis um espetáculo que, francamente, dispenso. Seja do lado do Benfica, seja do outro. Quando chega à menoridade cívica deixo de tomar partido (pelo menos tento). A clubite já é um incómodo suficientemente grande. Evitem-se engordas relâmpago.

26/02/2005

Semana Terrível III - Ansiedade Pragmática

Às vezes gostava de ver os jogos do Benfica de outra forma. Torcendo, concerteza, ficando alegre ou triste no fim, conforme o resultado, mas sendo capaz de aguardar o jogo seguinte com a descontracção de quem vai no fim-de-semana ao cinema apenas desejando repetir a dose de emoções. Gostava, mas a verdade é que não consigo. Sobretudo porque, como muito bem explica o Paulo “Voz de Comando” Catarro no post anterior, o Benfica sofre com um jejum demasiado longo para a sua dimensão e para o seu historial. O título na Super Liga e o regresso aos lugares de topo na Europa estão implícitos no desfecho de cada desafio, conferindo-lhe assim uma importância que ultrapassa os noventa minutos. Para além da vitória, do empate ou da derrota, o jogo assume-se como uma parte no caminho de volta à normalidade.
Quando a Semana Terrível se aproxima do segundo momento decisivo, a vitória sobre o Porto pode trazer um impulso decisivo para o título. Para além de significar três pontos sobre um dos rivais directos, constitui também a injecção de ânimo que os jogadores, e adeptos, encarnados há muito procuram. Ao contrário, o Porto sofreria um rude golpe. A diferença pontual aumentaria e a confiança do grupo seria abalada, transformando-o num perseguidor menos perigoso.
Tudo isto apenas para dizer que, mais do que a exibição, deseja-se a vitória do Benfica, na próxima segunda-feira. O benfiquismo descontraído pode esperar.

25/02/2005

Agora, em direção ao título

Depois da derrota na Russia, tinha pedido a Trapattoni que resolve-se a situação.
A verdade é que o treinador do Benfica, não engendrou nenhum esquema que resolve-se a situação, e portanto não passámos.
Para mim, a angústia e desilusão dos adeptos estão relacionados com duas situações.
A primeira, é a ilusão que todos criámos repentinamente, que temos de ter um sucesso internacional igual ao do FC Porto, só porque nos chamamos Benfica. Esquecemos de modo igualmente rápido, que não vamos a uma final europeia à 15 anos, não vencemos o campeonato à 11, e só agora voltamos a ter jogadores vindos dos escalões de formação.
Esta é a situação que mais contribuí para o sentimento de desilusão.
A segunda situação, é que nunca estivemos tão perto de ganhar o campeonato nos últimos 11 anos. E isto angustia os adeptos, porque efectivamente, pela primeira vez em muito tempo, não chegamos a esta fase da liga já derrotados, mas com a pressão de quem luta taco a taco pelo título. E mais, nos últimos jogos do campeonato a equipa vence, e normalmente domina pelo menos uma das partes do jogo, seja em casa ou fora.
Portanto, o Benfica não tem estofo europeu. E porquê? Porque o perdeu nesta última década.
Então que fazer para inverter este cenário? Temos de ganhar cada vez mais internamente, para estes jogadores perceberem o que é ser campeão.
E isso começa já por esta 2ªfeira nas Antas, e depois nos quartos de final da taça de Portugal.
Nas Antas vai ser difícil, como sempre, mas se conseguirmos vencer, só esta vitória terá valido a pena a contratação de Trapattoni.
Mas para vencer, será necessária uma verdadeira demonstração de orgulho e garra dos nossos jogadores.
Mas para dizer a verdade, acho que vai ser uma roubalheira das antigas.

Semana Terrível II - De Joelhos

No bar, na hora do café, sou quase insultado pelos meus colegas por defender algumas opções de Trappatoni. O ambiente destila “esfola e mata”, e quem não concordar com a total nulidade do italiano é olhado como inimigo do clube. Percebo que o jogo de ontem marcou o corte definitivo entre Trapp e os adeptos. O resultado e a exibição significam o fim da ligação contratual ao Benfica, no final da temporada. E aceito a justeza da separação. Independentemente dos troféus que venha a ganhar (e acredito que vai ganhar), Trapp não conseguiu dar a consistência e o “clic” europeu que o Benfica tanto precisa. Só que concordar com isto não é sinónimo de ver tudo mau no trabalho do treinador italiano. Existem coisas boas. Por alguma razão, mesmo reconhecendo o demérito dos adversários, o Benfica lidera a Super Liga.
Entre as qualidades de Trapp contam-se a experiência e o conhecimento profundo da psicologia dos jogadores.
Quando se exalta e, com um murro na mesa, grita para os jornalistas que “o Benfica jogou muito bem”, ele não está a imitar o ex-ministro iraquiano da informação. Ele sabe que os encarnados jogaram menos do que era preciso, falhando sobretudo no ataque. Mas também sabe que a equipa não consegue dar muito mais, e que o jogadores se esforçaram e quiseram vencer. Torna-se, portanto, necessário defender o grupo e dar-lhe confiança. E, nesta perspectiva, talvez seja verdade que o Benfica jogou bem. Ou seja, aproximou-se do seu limite. Faltou apenas um Simão e um Miguel em forma, e um Dos Santos no lugar do Fyssas - e a táctica, claro, mas isso são outras contas.
Aguardemos agora por Segunda-feira à noite para constatar a eficácia dos murros na mesa. Mas era óptimo que eles tivessem o mesmo efeito de há alguns anos atrás em Munique, quando Trappatoni comandava o Bayern local. Nessa altura o italiano enfrentou, da mesma forma, Matthaus e os craques da equipa. E saiu vitorioso.

24/02/2005

Semana Terrível I - O Primeiro Passo

No período de uma semana o Benfica enfrenta partidas decisivas nas três competições em que participa.
Começa hoje à noite, com o CSKA, para Taça UEFA. Depois, na Segunda-feira, o jogo com o Porto para a Super Liga. E daqui a uma semana, a recepção ao Beira-Mar, para a Taça de Portugal. Sete dias cruciais, que começam hoje. Com os russos.
Depois de consentirem dois golos sem resposta, os encarnados vão precisar de alguma sorte e de todo o talento para passar à eliminatória seguinte. A missão não é impossível. O CSKA mostrou na primeira mão que está perfeitamente ao nosso alcance. Se o Benfica chamar todos os argumentos que se lhe conhecem, concretizar em golos a maior parte das oportunidades criadas, e não tiver “paragens cerebrais”, sobretudo na defesa, então a manutenção na Taça EUFA pode ser um facto. Mas atenção, vai ser preciso um Benfica a 100%, coisa que ainda não se viu esta época. Sim, hoje é uma execlente noite para a melhor exibição da época.

21/02/2005

A caminho do novo ciclo

Se na política se decidiu pelo início de um novo ciclo, porque não fazer o mesmo no futebol? A ideia parece-me boa. Mas para que tal aconteça é fundamental que o Benfica vença hoje em casa o Guimarães. Os argumentos não faltam. Até Miguel está de regresso (a noite será de nevoeiro?) Na atitude dos jogadores encarnados residirá, pois, o destino do jogo.
Palpite: 3-o. E Geovanni assina um dos golos.

19/02/2005

Trap, resolva isto!

O jogo europeu foi uma tristeza.
Principalmente pela falta de iniciativa da equipa.
Sabíamos que não seria fácil, mas o que nos foi dado a ver foi uma equipa do CSKA perfeitamente ao alcance de um Benfica em boa forma.
Aconteceu aquilo que já aconteceu em alguns jogos. Alguns jogadores que são símbolos desta equipa, não conseguiram transmitir uma dinâmica ao resto dos companheiros. Ao invés, transmitiram uma espécie de atemorização.
Não podem ser jogadores com poucos anos de casa, ou muito jovens a pegar na equipa. Não pode ser o João Pereira, o Manuel Fernandes, o Nuno Assis ou o Dos Santos. Esta responsabilidade recai sobre jogadores como Simão, Petit e Nuno Gomes. Ultimamente também Luisão tem assumido este papel.
Mas a equipa perdeu a 1ªmão por 2-0 fora. O que fazer agora?
Bem agora temos de pedir contas a Trap, pois ele é o responsável máximo pela equipa. Nesse sentido, o nosso pedido é que o treinador Trapattoni arrange maneira, dê lá por onde der, de o Benfica vencer e passar a eliminatória. Este é o seu trabalho, promover soluções, quando aparecem problemas deste tipo.
Acredito que a equipa vai conseguir ultrapassar o CSKA. Mas para isso o Benfica terá de reunir todos os créditos que vinha juntando desde a vitória sobre o Sporting para a Taça de Portugal.
Espero que não me engane, pois acho que a partir de agora Trapattoni vai treinar “a sério”.
Do jogo da 2ª mão em diante, passará a ser chamado senhor Trapattoni.

18/02/2005

Trappatoni, o maior responsável

Não sou daqueles que não reconhecem qualidades a Trappatoni. Sobretudo pela experiência, o italiano pode ser muito útil aos jogadores jovens que enchem este Benfica, e ser factor de estabilidade numa equipa que teima na irregularidade. Mas quanto ao jogo de ontem, com o CSKA, só posso apontar Trapp como o maior responsável pela derrota comprometedora . Mais do que a falta de frescura física, e a consequente ausência de velocidade, ou a desinspiração de algumas das peças-chave da equipa, o Benfica não ganhou na Rússia por causa de Trapp. O discurso que antecedeu o jogo ("o importante é marcar um golo e defender bem", "o empate é um bom resultado") revelou-se totalmente descabido perante o verdadeiro poderio do CSKA. Um Benfica motivado por um discurso de ataque, que partisse para cima do adversário, que quisesse mandar no jogo, não teria muitas dificuladdes em sair para a segunda mão da eliminatória com um confortável avanço. Os russos revelaram uma surpreendente fragilidade. E o Benfica, em vez de aproveitar tal pequenez, manteve-se tímido e encolhido, nunca desejando verdadeiramente a vitória. É certo que uma das várias oportunidades de golo concretizada mudaria o rumo do jogo. Mas tal não aconteceu. E, perante mais essa adversidade, os encarnados mantiveram o ritmo de "perder por um já não é mau" e acabaram por sair de Krasnodar com dois golos de desvantagem. O discurso de Trapp revelou-se errado, e ele, perante as evidências disso no relvado, não soube levar a equipa a uma mudança de atitude.
Mais um topeção, de todo evitável, e eis interrompida a trajetória ascendente. Na véspera da recepção ao Guimarães na Luz pedia-se outro tónico.
Uma últimas nota para o jogo na Luz com o CSKA (na próxima Quinta-feira). Será que vamos ver finalmente Trapp a jogar abertamente ao ataque? Ou nem aí, quando já não há nada a perder?

16/02/2005

Teste passado

O Benfica em Braga ficou em branco.
O resultado de 0-0, espelha bem a qualidade defensiva das duas equipas, assim como a boa organização táctica das mesmas.
Claro que o objectivo seria a vitória, e era um objectivo perfeitamente alcançável. Mas este empate também não deve ser encarado como um resultado negativo.
Empatar desta forma, perante um Braga que é neste momento candidato a uma das 3 vagas da Liga dos Campeões, permite retirar alguns indicadores.
Primeiramente, a atitude da equipa. Parece que veio para ficar a atitude de dar tudo. Os jogadores honraram a camisola, respeitaram o adversário, tinham um plano de jogo que tentaram cumprir, mas infelizmente não deu para ganhar.
Gostei muito dos primeiros 15 minutos de jogo. A equipa deixou transparecer confiança e autoridade, o que é deveras importante neste mês, e daqui para a frente.
Agora vão quatro equipas na frente. E o Benfica mantêm-se neste pelotão. Veremos se até ao fim. Mas pelo menos, por falta de atitude sabemos que não será.
Preocupa-me só, uma certa irregularidade de Nuno Gomes. Num dia joga muito bem, noutro não se dá por ele. Reconheço que trabalha muito para a equipa, mas a equipa precisa mais dele.
Fica a tristeza pelo resultado, mas a confiança de que certas coisas já foram conquistadas.

14/02/2005

Esperando por Miguel

Como escrevi na semana passada, pedia-se ao Benfica, na deslocação a Braga, duas coisas. Primeiro, a manutenção da crescente qualidade de jogo e da atitude. Depois, a vitória. Ter conseguido apenas a primeira parte sabe, obviamente, a pouco. Mas tenho que reconhecer que o empate acabou por ser o resultado mais justo. O Benfica correu, lutou, foi, com as oscilações naturais de um jogo com noventa minutos, regular na exibição. Mas não conseguiu ser mais perigoso que o Braga. Trapp podia ter corrido outros riscos no ataque? Provavelmente. Mas a filosofia do italiano é mesmo esta. E foi com ela que conseguiu tornar-se um dos treinadores com melhor palmarés internacional. Não me parece que vá mudar agora, aos sessenta e muitos, o esquema que lhe proporcionou tantos triunfos. Temos, pois, que nos habituar a esta forma de jogar. O esquema está decidido. Precisa ser bem oleado, esperando que as peças únicas não se avariem.
Seja como for, o Benfica apresenta evidentes melhorias. Quando até o caústico, quando se trata do jogo encarnado, comentador televisivo reconhece que a equipa é boa, quase nos esquecemos que a derrota caseira com o Beira-Mar aconteceu apenas há três jornadas atrás.... No entanto, o encontro no Municipal de Braga, veio mostrar também que a margem de progressão não parece muita grande. Sobretudo por causa do ataque. Nuno Gomes está intermitente. Mantorras não terá ainda pedalada para jogos tão intensos. Karadas só mesmo como último recurso. E Delibasic ainda não provou nada. Mas (temos que ter sempre um mas para nos embalar) falta ainda Miguel. E pode ser ele, mesmo jogando na defesa, o trunfo escondido para melhorar o ataque nesta parte final da época.

11/02/2005

Braga: inspirar e mergulhar em busca de 3 pontos!

Mais uma final conquistada, mais uma final por discutir.
Será esta a vida do Benfica durante o resto da temporada. Jogos consecutivos, e necessidade de vitórias consecutivas.
A equipa aparenta estar agora mais tranquila, e mais consciente do que é necessário para vencer cada adversário.
A equipa venceu tranquilamente a Académica, e agora perante um adversário de respeito, pretende-se tranquilidade mas também autoridade.
Se no jogo anterior era importante a vitória, e que esta fosse baseada num futebol fluído e agradável, frente ao Sp. Braga será diferente.
Pede-se a vitória, baseada numa dinâmica vencedora da equipa. No fundo, que esta vitória sirva de mensagem de confiança aos adeptos mas também de aviso para adversários.
O Braga será difícil, no seu reduto. Equipa que joga com 4 defesas, 3 homens de meio-campo, e 3 homens mais avançados com Wender, João Tomás e Jaime, mas com sectores que se interligam às mil maravilhas . O Benfica apresentará a mesma equipa que defrontou a Briosa na Catedral. Resta esperar que apresente a mesma vontade.
Será que as palavras de Luisão no fim do BenficaxBeira-Mar acordaram a equipa?
Espero uma vitória por 2-1. Um golo de Geovanni.

09/02/2005

Contra o Braga: Avanti !


E assim, como por milagre,o jogo do Benfica começa a funcionar. Desconfio que com Nuno Assis em campo, até o Paulo Almeida poderá jogar, se não bem, pelo menos um pouco melhor. Tenho de dar a mão à palmatória em relação à política de contratações de Inverno desta Direcção. O título parece possível, finalmente. Era fixe era que o Nuno Gomes marcasse uns golitos.
No próximo fim de semana será contra o Braga, equipa organizada e que sabe o que quer. Se perdermos não será nenhum escândalo. Não me parece, no entanto, que tal vá acontecer. O Benfica vai ganhar 2-0, com golos de Manuel Fernandes e Giovanni.
Só uma nota para a agora inevitabilidade de Roger não jogar pelo Benfica. Tenho pena, mas já percebi que não dá mesmo.

Braga? É sempre em frente.

Antes de mais, um momento de auto-contentamento: acertei, finalmente, num resultado . Para o jogo com a Académica previ 3-0 e ... foi isso mesmo o que aconteceu. Claro que o mérito não se deve tanto às minhas capacidades de advinhação (que não as tenho, de todo - se assim fosse acertava também nos marcadores), mas, antes, à regularidade exibicional que parece ter chegado para os lados da Luz. De facto, com o regresso dos lesionados (e falta ainda Miguel, a cereja no topo do bolo) e a contratação de Nuno Assis, o Benfica começa a subir de rendimento. E assim os três golos sem resposta tornam-se previsiveis.
Claro que ainda é muito cedo para qualquer afirmação definitiva, e os últimos meses passados aos altos (poucos) e baixos (muitos) sugerem alguma contenção. Seja como for, podemos afirmar que o futuro se apresenta agora um pouco mais optimista.
É baseado nessa subida de rendimento, lenta mas consistente, que abordo com confiança o jogo com o Braga. Independentemente do resultado, espero um Benfica lutador, com capacidade de reação e a funcionar cada vez mais com uma equipa. Acontecendo isso estará conseguido o mais importante: a continuidade do momento ascencional. Claro que o resultado também é muito importante. Estamos na fase crucial do campeonato e os tropeções começam a ter cada vez menos tempo para serem recuperados. Mas também nesse campo acredito que o Benfica vai sair de Braga com a missão cumprida. Um tangente 2-1, com golos de Luisão e Nuno Gomes.

04/02/2005

Académica

Perante a Académica, mais um obstáculo, mais uma final para o Benfica.
Um vitória é imperativa, não só para manter a corrida ao título, mas também para amealhar mais uns pontinhos de confiança dos adeptos.
Primeiro objectivo, a vitória. O segundo objectivo, é a vitória alicerçada em futebol bem jogado, na concentração e objectividade da equipa.
Assim, diante da Académica quer-se uma entrada em jogo como em Guimarães, a jogar a sério, a concluir as hipóteses de golo mal estas apareçam. Este deverá ser o caminho, assim como a paciência e perseverança.
O Benfica tem argumentos, os jogadores têm a capacidade, falta saber se mantêm a mesma vontade do último sábado.
O jogo será importante para os jogadores nos dizerem, se efectivamente, essa vontade de ganhar veio para ficar.
Será que as palavras de Luisão no final do BenficaxBeira-Mar, acordaram a equipa?
Vamos ver.
Desejo golos de Nuno Gomes, e de quem não tiver medo de ser feliz.

Ir e trazer 3 pontos

A vitória sobre o Moreirense foi uma boa conclusão de uma semana de vitórias.
Era importante que depois da derrota frente ao Beira-Mar a equipa demonstrasse o mais rápido possível uma vontade de vencer.
Aconteceu frente a Sporting, e depois frente ao Moreirense.
Correndo o risco de sofrer do cansaço da partida da Taça de Portugal, o Benfica entrou determinado e concentrado em ganhar o jogo o mais rápido possível. E assim aconteceu, com golos de Nuno Gomes e Nuno Assis a permitir ao Benfica chegar ao intervalo com dois golos de vantagem.
Grande estreia do novo nº15 , mostrando um entendimento prometedor com o futebol de Simão e Nuno Gomes.
A 2ªparte foi passada nas calmas, com os jogadores a controlarem o esforço, mas a falharem consecutivas chances de golo.
Uma palavra para Carlitos, que está bastante infeliz. Apesar de cumprir com as tarefas defensivas, o jovem tem de se desprender e mostrar o que vale.No fim sublinhar mais uma vitória, e uma concentração e objectividade que se pretende que perdure.

03/02/2005

A tal espinha dorsal?

Mesmo significando uma sobrecarga extra para os jogadores, envolvidos já em três frentes (Campeonato, Taça e Taça EUFA), não posso deixar de felicitar o regresso de uma velha, e boa, tradição. O Benfica é quem fornece maior número de jogadores à Selecção, na convocatória de Scolari divulgada hoje. Sinal dos (novos) tempos?

Assis confirma?

Qualquer brasileiro com o nome acabado em “son”, recém chegado ao Amora como reforço de Inverno, conhece a receita. “Há que pensar jogo a jogo, lutar Domingo a Domingo pelos três pontos, e no final, então, fazer as contas”.
Desgraçadamente, o Benfica chegou ao ponto de caber na filosofia mais simplista do fetubolês. Nenhum adepto já ousa falar abertamente na conquista do campeonato. A irregularidade é tão grande que só podemos mesmo olhar para o próximo jogo, esperando que dali surja uma vitória. Depois… logo se vê.
Este imediatismo nasce de sentimentos contraditórios. Se, por uma lado, reconhecemos a sorte de os adversários directos estarem tão mal ou pior que nós, e as improváveis possibilidades de chegarmos de novo à frente caírem do céu uma e outra vez, por outro lado, temos consciência de que com uma equipa “normal”, em termos de entrosamento e regularidade exibicional, estaríamos prestes a encomendar as faixas de campeões. Ou seja, o pessimismo é razoável mas o optimismo não morre. Resta-nos, pois, digerir uma partida de cada vez.
Então, depois do Moreirense, segue-se a Académica, na Luz.
Para além da vitória, o tal objectivo imediato, o grande motivo de interesse fixa-se em Nuno Assis. Será ele capaz de repetir a excelente exibição de Guimarães? Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido, no Sábado. O à vontade com que se movimentou, a forma como fez jogar a equipa, ultrapassou aquilo que esperava dele. Fica agora por confirmar a regularidade das actuações. Uma das ideias que me ficaram do Nuno Assis de emblema vimaranense ao peito foi precisamente o sobe e desce exibicional. Um jogo excelente hoje e na jornada seguinte a mais perfeita mediocridade. Mas espero que ideia não esteja correcta. Porque desses jogadores já nós cá temos.
O jogo deverá ficar-se pelos três a zero, com Simão, Nuno Gomes e Mantorras a facturarem.