21/03/2005

Determinação

Do jogo de Sábado, no Bonfim, fica, para além da vitória preciosa, a imagem de uma equipa determinada que sabe o que quer e que percebe o que tem a fazer para o conseguir. Mais do que uma exibição vistosa, que, obviamente, seria muito bem-vinda, a determinação demonstrada dá-nos cada vez mais razões para acreditar.
Força Benfica!

18/03/2005

A caminho do bom fim.

O Vitória de Setúbal faz parte dos Top 5 do meu coração futebolístico. Mas neste momento do campeonato não quero, nem posso, vacilar um milímetro no desejo de vitória do Benfica. Além do mais, os sadinos estão relativamente confortáveis na tabela. Já estiveram melhor, é verdade. Mas ainda flutuam uns pontitos acima da linha d’água. No camando técnico de Rachão (lembro-me muito bem dele nos cromos da bola) levam já sete jogos consecutivos sem conhecerem o sabor da vitória. Mas vão ter mesmo que esperar pela próxima jornada para voltarem aos triunfos (jogo fora com o Penafiel). Este Sábado os três pontos são do Benfica.
Saúda-se o regresso de Nuno Assis. E espera-se a manutenção do empenhamento e da confiança que têm vindo a crescer na equipa . Dependemos só nós para conquistarmos a Super Liga. Mais: somos a única equipa nessas circunstâncias. Que este privilégio não pese nas pernas mas, antes, como acontece com os campeões, seja motivo para redobrar o ânimo e a concentração (a tal “mentalitá” de que fala Trappatoni).
Força Benfica!
O resultado será previsivelmente um 3-1 a nosso favor. E a festa seria mais bonita se um dos golos encarnados tivesse a tão ansiada assinatura de Luisão.

14/03/2005

Obrigação cumprida

E de repente, o Benfica está isolado no comando da Super Liga, com três pontos de avanço sobre o opositor mais próximo. Mérito dos encarnados? Demérito dos adversários? Se este fim-de-semana futebolístico servisse com paradigma a resposta seria: ambas as razões.
Com Braga, Porto e Sporting a tropeçarem em casa (no caso dos dois últimos a coisa tornou-se um estatelamento ao comprido) o Benfica teve a virtude de, sem jogar exuberantemente, cumprir a obrigação. E fê-lo de forma autoritária, paciente e empenhada. Sem virtuosismo, é certo, mas com muito trabalho. Como uma equipa que reconhece as suas limitações mas sabe que a vitória no Campeonato é possível.
Destaque para três jogadores: Luisão, um patrão da defesa como há muito não se via pelos lados da Luz; Miguel, de regresso aos “bons velhos tempos” (quando a equipa estava a perder força foi ele quem a empurrou para a frente); e Mantorras, que, numa exibição mediana, fez um golo tão bonito como importante.

P.S. – Não abona muito a favor da minha modéstia, mas tenho que informar que voltei a acertar no prognóstico para o resultado do jogo. Se isto continuar, não se espantem se descobrirem qualquer dia, no Correio da Manhã, um pequeno anúncio do Professor Gabriel.

11/03/2005

Eu acredito!

Acreditar.
Depois do jogo do Nacional, parece que os nossos jogadores passaram a ser homens.
O mês de Fevereiro e a sequência Dragão, Taça e Choupana funcionaram como um teste de virilidade ou aceitação, de passagem, de equipa que psicológicamente não aguentava a pressão da competição, e agora percebe o que é preciso.
O Jogo com o Nacional, foi muito sofrido. Mas deu um grande prazer.
Agora na Luz aparece um Gil Vicente à procura de pontos. O Benfica já sabe o que tem a fazer. Vencer! É unicamente isto, vencer! A partir de agora, os jogadores já perceberam que nada pode meter-se entre eles e o título. Nada pode resistir, na sua caminhada. Sejam defesas boas, más exibições, assobiadelas na Luz ou passividade de Trap. Nada!
Para amanhã, o Benfica vencerá por 2-0 ou 3-0. Geovanni é homem para marcar de novo.
Penso que se conseguirmos uma sequência de 5/6 vitórias consecutivas, alcançaremos vantagem suficiente para descansadamente enfrentar Sporting e Boavista no final.

Muito simples

Depois da vitória sobre o Nacional, com auspiciosas piscadelas da "estrelinha de campeão", vem agora à Luz o Gil Vicente (1). A minha mensagem para a equipa é simples: Absolutamente proibido falhar! (2) Jogue ou não Nuno Gomes, estejam ou não cansados Petit e Manuel Fernandes, saiba ou não Trappatoni armar um esquema abertamente ofensivo, seja como for, o resultado final só pode ser a vitória do Benfica. Chegámos à fase do campeonato em que os tropeções começam a tornar-se irrecuparáveis. Por isso, vão para cima dos de Barcelos e arranquem-lhes os três pontos. É essa a tarefa da semana.
Retomando o velho, e saudável, hábito dos prognósticos, vaticino dois golos dos encarnados sem resposta. Simão e Manuel Fernandes desferem os remates certeiros.

(1) - Um país de poetas, sim senhor. Já imaginaram a Liga inglesa com um Shakespeare United? Ou a francesa dominada pelo Club Moliére? Ou ainda, a espanhola com o Real Cervantes a meio da tabela? Pois, nós por cá, temos um Gil Vicente na Super Liga.

(2) - Reparem como podemos ser tão portugueses sem darmos por isso. A necessidade da redundância "absolutamente proibido", como se "proibido" não significasse, por si só, "vedar, impedir, opor-se à execução de".

02/03/2005

Semana Terrível VII - Sim Ou Não

E chegamos, então, ao último desafio da Semana Terrível. O embate com Beira-Mar, na Luz, para determinar um dos semi-finalistas da Taça de Portugal.
Depois de dois empates (um deles com amargo sabor a derrota, pois implicou a eliminação da Taça EUFA) este só pode ser um jogo para ganhar. Os aveirenses ocupam um dos últimos lugares da Super Liga. E há pouco mais de um mês humilharam o Benfica, no seu estádio, com dois golos sem resposta. Por isso, a superioridade técnica e o orgulho ferido dos encarnados exigem a vitória.
Do resultado deste jogo depende também o balanço global destes oito duros dias. Sendo talvez o menos importante dos três encontros disputados, ele, porém, vai decidir se o Benfica sai desta semana com um 12 (vitória) ou um 7 (derrota). Espero, por isso, que o exame seja bem preparado.

01/03/2005

Semana Terrível VI - Continuar

Das três premissas que ontem considerei essenciais para a vitória do Benfica só duas se concretizaram: a subida de rendimento de Miguel e Simão. E daí o empate. Para a vitória faltou o tal “aproveitamento aceitável, para um candidato ao título, das oportunidades criadas”. Um pouco mais de talento na hora do remate e podíamos ter trazido do Norte os três pontos.
No entanto, e porque o Porto também dispôs de oportunidades para vencer o encontro, o resultado parece-me justo. Se é verdade que ficamos em ligeira desvantagem para o adversário de ontem, porque em caso de igualdade pontual o Porto fica à frente, também não é menos verdade que o Benfica saí mais moralizado do confronto. A equipa de Couceiro não conseguiu mais uma vez vencer em casa, a crise teima em manter-se, enquanto os encarnados, talvez porque as expectativas eram baixas, surpreendeu positivamente os mais cépticos e mostrou ser capaz de superar os maus momentos. A Super Liga continua em aberto. Apesar da vitória abrir outras perspectivas, o Benfica saí deste segundo momento da Semana Terrível com a confiança intacta.