30/08/2006

Get to the point

And now something completely different.

Eis um parágrafo da notícia da Bola online sobre o interesse do Liverpool no australiano do Blackburn Rovers, Lucas Neill:

« O técnico do Liverpool Rafa Benitez defende que Neill será uma boa opção por ser polivalente e conseguir ocupar qualquer lugar na defesa, sendo um dos melhores da Premierleague na sua posição.»

Afinal, o que é que o gajo que escreveu isto queria dizer?

Entretanto, falta um dia pro fecho das inscrições e não há notícias do Zé Roberto...

24/08/2006

O arguído Vieira e tudo o resto

Quatro notas sobre a notícia de um jornal que declara o Presidente do Benfica arguido:
1) Parem de vez com as palhaçadas do “segredo de justiça” e da inimputabilidade dos jornalistas.
2) Eu não comprava um carro em segunda-mão ao Luís Filipe Vieira.
3) O “Apito Dourado” tem que ir até ao fim, custe o que custar.
4) Nenhum benfiquista com um mínimo de dignidade pode comprar o “24 Horas” nos próximos tempos.

23/08/2006

Primeiro objectivo alcançado


O primeiro objectivo da época foi alcançado.

O Benfica está mais uma vez na Liga dos Campeões. Falta só conhecer os adversários do Benfica.

Num exibição entretida, com grande presença de público, algumas notas a reter.

- crescente empatia e solidariedade entre os jogadores, formando uma verdadeira equipa.

- adeptos a darem "espaço" para o reatar de relação com a equipa.

- o empenho de uns, e a qualidade e classe de outros.

- por último, o gradual crescendo de forma global do Benfica, que permite encarar o início de época com outra esperança e tranquilidade.

O Benfica ganhou 3-0 ao Austria de Viena, com um golo de fora de área de Rui Costa.

22/08/2006

A Razão de Um Desespero Anunciado ou a saga do Fita-Colas como timoneiro do Benfica

(a que podemos aspirar quando alguém diz coisas destas?)

O meu pressentimento em relação a esta época vai saindo reforçado conforme os dias vão passando.
Quando um treinador não é capaz de segurar um jogador do calibre de Karagounis, de o fazer acreditar que pode ser útil e que vai jogar, como aconteceu com o Fita-Colas, sabemos que não temos ali um líder. A sua inépcia já fez mais vitimas nesta pré-temporada. Manduca, Fonte e Karyaka, por exemplo, sofreram o empréstimo ou a venda por ele não ter sabido transmitir uma ideia de sistema de jogo, desde logo, à equipa. Na pré-epoca jogaram todos mal, com excepção, talvez, de Manu, Paulo Jorge e Rui Costa. Percebi que não tínhamos treinador quando o Fita-Colas cedeu à tentação de mudar de sistema táctico por pressão, diz-se, do próprio Veiga na já quase famosa reunião com este após o desastre AEK em que também participaram os capitães da equipa. Há aqui um problema fundamental e que, sendo de base, é insolúvel: um treinador não pode ser também adepto. O coração cede às pressões e fica a titubear, experimentando, como qualquer um de nós na bancada ou em casa (só que no nosso caso mentalmente), várias soluções, num desespero por resultados que nunca atacou os estrangeiros que cá estiveram antes e que mantiveram uma linha de raciocínio desde o primeiro minuto, indiferentes à imprensa pirómana nacional e aos estúpidos lenços brancos e assobios na Catedral. O Fita Colas devia ter permanecido fiel à sua ideia inicial apesar do que adeptos, dirigentes e jogadores achassem.

Temos então que o Fita-Colas é um zero em relações humanas e, além disso, é adepto doente do Benfica.Mas há ainda duas outras características que se juntam a estas duas: o seu comportamento e a sua sedução perante a facilidade de se desculpar.

Há um problema qualquer ali, em termos de metabolismo, que, se ao adepto induz a impressão de que o homem vai ter uma apoplexia ao fazer aqueles esgares de quem tem os mais graves problemas estomacais, a quem tenha de conviver diariamente com ele, como acontece com os jogadores, deve causar um misto de repulsa e frustração, por não conseguirem encontrar o caminho para se sentirem calmos e confiantes que aquele homem não lhes vai morrer nas mãos a meio de uma chamada de atenção mais exaltada numa peladinha.

O quarto traço de personalidade que contribui para a minha falta de fé, diz respeito às desculpas e mentiras (ver imagem esclarecedora em cima). O Fita-Colas tem o tique da desculpa e da mentira. Já começou a dizer que, enfim, a pré-epoca correu mal porque chegaram jogadores a conta-gotas e a novela Simão desestabilizou o grupo e tal. A mentira é que disse que o Benfica ia ser uma equipa ofensiva e depois descarta jogadores como Karagounis, Karyaka e Manduca.

Espero que o Fita-Colas seja despedido já esta quarta-feira, nem que isso valha a eliminação da Champions, e que venha um treinador estrangeiro, de preferência com uma razoável saúde gastro-intestinal...

21/08/2006

Mais uma equipa do Benfica com o sistema táctico "Fita-Cola"

Karagounis vai-se embora. Tenho pena, mas percebo. Como com Roger, Geovanni e Karyaka lá se vai mais um jogador com quem simpatizava.

Há algo de errado no Benfica. Esta incompetência em aproveitar os bons jogadores é já lendária.

A minha questão é esta: será que ainda não vai ser este ano que o Benfica vai ter um sistema decente em que os jogadores se encaixem? Ou vai continuar do mesmo modo, a adaptar a táctica jogo a jogo conforme os jogadores disponíveis? Se o Rui Costa jogar é uma táctica, mas se ele estiver indisponível, já a táctica será outra...e tudo a depender do homem e da sua condição física.

Mais um ano sem ser campeão, com o futebol do Benfica colado com fita adesiva...

Com Fernando Santos não vamos lá, apercebi-me hoje. E o problema é que já comprei o cativo.

16/08/2006

No nevoeiro de Santos, com um ou outro sino ao longe
















Ontem, enquanto via mais uma exibição paupérrima, dei por mim a soltar aquelas manifestações habituais de repúdio pelos passes mal feitos e burrice simples dos jogadores encarnados. Os "Não acredito", "Como é que é possível", "És tão estúpido" ou os pés a bater no chão (como as crianças fazem, admito) sucediam-se espaçados e regulares. Depois, lembrava-me, e isto trazia-me alivio, que aquilo, tirando um ou dois, era a equipa de reservas, o que retirava, imediata e satisfatoriamente, a pressão ao evento deplorável que decorria à minha frente.
No fim, estava aliviado por ter percebido um pouco mais de que massa é feita alguma da força laboral da equipa de seniores do Benfica. Não que não navegue ainda ao acaso (como todos os benfiquistas, aliás) no nevoeiro de Santos, mas houve algumas coisas que estão mais claras, pelo menos no que diz respeito aos suplentes e não convocados na época que se avizinha.

Tiago Gomes
- A sua consistência durante toda a pré-epoca serviu para indicar que, além de ser fraquinho, é perigoso. E se eu disser que é uma grande vantagem para os nossos adversários tê-lo em campo (e não que lá está como um agente infiltrado do Porto ou do Sporting, talvez até dos dois) é só para não criar nenhum anátema dentro da minha cabeça do estilo Beto ou Moretto. Ele é naif, desastrado, desconcentrado e estou a ser simpático para além dos meus limites. Afinal, trata-se de um jovem e devemos ter cuidado. Não queremos que ninguém se suicide por causa das nossas palavras. Esperemos que tenha acautelado o seu futuro para o caso do futebol não resultar.
Diego - Já desconfiava, mas o optimismo que habitualmente me inspiram as contratações feitas ao Fluminense resistia à ideia de que é lento, trapalhão e, acima de tudo, muito imaturo. A sua luta com Beto por um lugar no banco de suplente será antológica.

Marco Ferreira - O melhor que se pode dizer de Marco Ferreira é que é benfiquista desde pequeno e que defende de um modo sofrível. Em contrapartida, embora pareça ter um bom toque de bola, peca por uma certa falta de, não direi lucidez (porque não chega aí), mas de inteligência. Poderá ser alternativa a lateral quando os outros cinco remendos estiverem lesionados

Nelson
- Temia que após a partida de Giovanni, o plantel ficasse carenciado de um jogador com características esquizofrénicas. Afinal, temos o Nelson, que pegou no legado do brasileiro e se mostra disposto a assumir o papel de Dr.Jekyll e Mr.Hide de serviço. Nelson está no mundo para nos lembrar que não há coisas certas na vida. Ora num jogo defende bem e só faz disparates na frente. Ora noutro ataca e cruza de uma forma sublime, chagando a fintar 7 jogadores de uma vez, e defende de um modo desastroso. Ou ainda junta os factores de uma maneira que nem sequer imaginávamos ser possível. Ora, esta dupla, tripla, quádrupla personalidade não ajuda ao coração do adepto. Um tipo pensa no Nelson como se pensa em chuva nos climas tropicais: nunca se sabe se vai acontecer ou não. Nelson é, assim, uma porta aberta para Alcides ser um titular descansado.


Beto
- Dá sempre o máximo, que é sempre aquele pouco não suficiente a não ser que não haja alternativas. As suas insuficiências técnicas fazem-me corar. A sua dureza de rins só se compara à do Paulo Almeida. Que fazer com Beto? Deixá-lo no banco, espero.


Marcel - É complicado falar de Marcel porque é um jogador de características paradoxais. Perde e recepciona mal a bola, mas depois vai atrás de quem lha roubou e, fuçando um bocado, consegue ganhá-la de novo. Os adversários ficam espantados, os colegas ficam espantados e o adepto esboça um sorriso ao vê-lo avançar para a baliza ou a conseguir ganhar o cruzamento. E depois é isso, dos cruzamentos. O gajo cruza razoavelmente...Mas perdeu ontem para Mantorras e Fonseca (recuso-me chamar Kikin a um homem com um nariz daqueles e pronto). Porque, apesar de ter ganho, e muito bem, o lance a Fonte e de ter feito a assistência para o segundo golo, não marcou. E de um avançado espera-se que marque. Acho que poderia ser emprestado ou, o que seria melhor, se tivesse paciência para isso, aguentar motivado mesmo sendo não convocado de uma forma sistemática.

As surpresas foram a entrega de Nuno Assis, a confirmação da vontade de Paulo Jorge, a eficácia de Mantorras, mais um penalty defendido por Moretto. Destes espera-se que, sendo suplentes mais do que certos, possam constituir alternativas quando a equipa principal precise.

11/08/2006

Não vás Giorgios.



Não gostava mesmo nada que o Karagounis fosse embora.

Uma coisa é pensar a equipa em termos de opções para cada lugar etc, outra coisa é desinvestir na equipa em termos de qualidade por jogador e experiência.

Karagounis é um muito bom jogador, com um grande capital de experiência nomeadamente no que à champions diz respeito.

Qual será o interesse do Benfica em prescindir de um jogador desta categoria? Jornais tentam justificar esta possibilidade com a necessidade de criar espaço para contratar Miguelito. Mas se fosse para criar espaço, não seria mais sensato abdicar de um jogador como Nuno Assis que é só dois anos mais novo que Karagounis, nunca jogou pela selecção principal, que se estreou nas competições europeias a época passada?

Mas queremos um plantel com soluções e qualidade, ou queremos um plantel com um bom 11 inicial e equilibrado?

Sinceramente não percebo. A saída de Geovanni ainda compreendi por razões familiares e o Benfica esteve bem. Agora esta do Karagounis, uma época depois de chegar não percebo.

09/08/2006

Portas mais abertas em Viena

O que dizer sobre o Áustria de Viena,1 – Benfica,1? Não muito.
O Benfica melhorou (o que não era difícil..): a defesa aproximou-se da consistência das últimas épocas; já houve momentos de bom futebol – dois ou três pormenores de Rui Costa e a jogada do golo; Katsouranis e Paulo Jorge parecem ser boas aquisições.
Mas ainda falta muito para que a equipa chegue ao nível necessário para vencer as competições onde vai participar. Não há mudanças de velocidade, muitos passos saem errados e os jogadores não demonstram confiança suficiente para impor o seu jogo à equipa adversária.
Em resumo, e ainda sem optimismos, as coisas podiam ter corrido pior. Agora as portas estão mais abertas para entrarmos na competição em que temos que estar presentes: a Liga dos Campeões.

08/08/2006

Sonho de uma manhã de Verão

Anda um bocadinho enganado, o povo benfiquista. Os jornais dizem 4-3-3 e anda tudo de mãos na cabeça a dizer “Manu” e “Paulo Jorge”.

Em aflição.

Confusos.

Temendo o pior dos desfechos.

Vai ser outra coisa, o jogo desta noite. Vai ser 4-4-2 losango. Porque há não há outro sistema para aquele plantel. Porque o 3-5-2 é arriscado.

Vai ser melhor.

Tudo vai correr bem.

Vai ser bom.

Vamos ganhar e no fim vamos suspirar de alívio. Afinal, há esperança. Talvez este grupo responda da melhor maneira.

Com garra.

Com inteligência.

Equipa: Quim, Ricardo Rocha, Anderson, Luisão, Nelson, Katsouranis, Karagounis, Petit, Rui Costa, Nuno Gomes e Fonseca.

Sem Paulo Jorge.

Sem Manu.

Sem Beto.

07/08/2006

As minhas considerações sobre a pré-época

Em primeiro lugar, não há crise nenhuma no Benfica. Enquanto não for jogado um jogo a contar para qualquer competição é, no mínimo, histeria dizer que há algum problema. No futebol, a palavra problema só tem a ver com pontos ou eliminatórias perdidas. O resto é fome veraneante de adepto por bola.

Em segundo lugar, de clubes da Superliga com pré-épocas boas está a segunda divisão e os lugares que não dão acesso às competições europeias cheios. O Belenenses de Carvalhal o ano passado e , espera-se, o Sporting da época que agora começa.

Em terceiro lugar, e sendo certo que haverá razões para isso, aos treinadores que fazem uma época no Benfica nunca lhes apetece continuar para uma segunda. Parece um mistério, mas não é. Por um lado é bem feito para os adeptos idiotas que sacam dos lencinhos brancos ao mínimo desaire, que não aprendem que se calhar dava um jeitaço ter alguma estabilidade num modelo de jogo. Por outro, é pena, porque só se vai adiando a chegada dos tempos em que haja uma estabilidade imprescindível a qualquer clube que se queira afirmar no futebol europeu.

04/08/2006

Manter a Tradição



Se tradição se mantiver fica o desafio: qual será o palco da Velha Albion onde Simão vai "picar o ponto"?

- Anfield Road

- Old Trafford

- Stamford Bridge

- Emirates Stadium

Qual deles? Eu voto no Emirates Stadium.

Um tipico adepto português anti-benfiquista

Chegámos a isto: quando um jornal fala de futebol a sério, está-se a imiscuir em questões técnicas do foro interno do clube....

De facto isso faz sentido em Portugal, onde a imprensa fala de tudo menos das questões técnicas e desportivas do futebol.

O que me impressiona neste post, além de toda a beligerância que contém, é isto "É também inegável que esse apoio é pago pelo próprio SLB dando preferência e estabelecendo laços mais fortes com esse pedaço de papel reciclado com sócios ressabiados do glorioso a intitularem-se de jornalistas.". Como se o blogger que o escreve demonstrasse ter algum tipo de independência, ou coisa parecida! Há gente para tudo, chiça. Era engraçado se explicasse a parte do "inegável", que não conhecia. Mas presumo que não vá explicar claro. Porque, à maneira da boa imprensa que ele gosta, atira-se a pedra e não se precisa de justificações. Sem profundidade, sem rigor...enfim, o Portugal desportivo no seu melhor.

Uma boa ideia de uma contratação para o Benfica

Um bom jogador para o Benfica:

Estrangeiro
28 anos
Experiente
Internacional
Preço: 2 milhões de euros
Posição: médio.ofensivo polivalente

Palmarés (golos)
Selecção- 5 golos em 25 jogos

2001 - 9
2002 - 12 (28 jogos)
2003 - 9 (27 jogos)
2004 - 17 (29 jogos)

2005 1 golo (8 jogos) sendo que 4 a titular com substituição, 3 como suplente utilizado e 1 completo.

Nunca se irá perceber o que se passou com Karyaka nesta sua passagem pelo Benfica. Os adeptos, até esta pré- época, tinham-no em boa conta. O FS lixou-o bem lixado, tal como Koeman já o tinha lixado.

Siga a carruagem que isto não pode parar. Esta fuga para a frente faz-me uma confusão...

03/08/2006

A oportunidade de Pedro Mantorras

(Mais uma lesão de Miccolli, a abrir uma janela para o Pedro)

Mantorras vai ter (mais uma) oportunidade de mostrar serviço já no próximo dia 8 em Viena. Com a lesão muscular de Miccolli, FS fica só com três avançados disponíveis para o jogo. Partindo do principio que o treinador do Benfica não vai optar por mudar a táctica, o que quer dizer que vão estar dois avançados em campo até aos 60 minutos, altura em que surgirá o remendo 4-3-3 do desespero, com os habituais Manu e Paulo Jorge a saltarem do banco, Nuno Gomes deverá ser titular, assim como Mantorras. Marcel ficará no banco a sonhar e Fonseca ainda não deverá ter ritmo competitivo suficiente para ser opção. Quer isto dizer que Mantorras sairá aos sessenta minutos, a não ser que a magia volte e o Pedro nos dê uma alegria sem ser ao cair do pano (os nossos corações começam a fraquejar com aquelas vitórias ou empates arrancadas quase (ou) nos descontos...).

Gostava muito de ver Mantorras (res)surgir como o matador que já foi. É uma questão sentimental, portanto. Infelizmente, o joelho e os fora-de-jogo constantes são mais pragmáticos e fazem-nos pôr os pés no chão.

02/08/2006

À procura do bónus.

Sistema táctico em questão



(Santos não mudará a táctica. Resta esperar que a sorte fique do nosso lado.A equipa precisa de tempo)


Nunca fui um adepto do 4-4-2 losango. Acho que é mais uma táctica para equipas sem individualidades, com treinadores medíocres e com medo de serem felizes. A grande excepção terá sido José Mourinho, no Porto.

A meu ver, a táctica mais espectacular, e ofensiva, além da quase impossível 3-5-2 holandesa, é o 4-3-3. Sim, porque, tendo já duas épocas de Benfica no Estádio da Luz, gostava de por uma vez experimentar a primazia da tentativa de espectáculo à escravidão pragmática de lutar pelo resultado.

Desde o inicio, torci o nariz à ideia de um losango para o Benfica. Ainda assim, acreditando que este ano o SLB teria bons executantes que pudessem interpretar o sistema, dei o beneficio da dúvida. Infelizmente, conforme as fracas exibições nos amigáveis se sucediam, percebi que nunca seria possível aquilo resultar. Simplesmente, a equipa parecia jogar em fila indiana, o que, logicamente, é uma porcaria de jogo. Quero pensar, no entanto, que este falhanço inicial nos propósitos de FS, foram uma boa noticia. Acredito que o flop do 4-4-2 losango se deveu ao SLB ter jogadores demasiado bons para isso. Encaixar à força Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, é retirar-lhes o espaço que estão habituados a ter e com o qual conseguem jogar melhor.

Foi com agrado que li hoje nos jornais que FS vai alterar o sistema. Tudo indica que a mudança seja para um 4-3-3
Por um lado, este é o sistema que o SLB usou durante o ano passado e no qual a equipa se encontra rotinada. Por outro, o facto do plantel ter sido construído a pensar no sistema que agora falhou (não há alas, por exemplo e temos 5 avançados) pode criar problemas graves de adaptação que podem significar crises de balneário e de resultados numa primeira fase.
Por isso, defendo o 3-5-2. Na defesa, Alcides, Andersson e Luisão, secundados no banco por Ricardo Rocha e pelo Fonte (que já não seria dispensado). Nas laterais, os óbvios Leo e Nelson. No meio Petit e Katsouranis, com Diego e Beto (glup!) no banco. À frente, ainda no meio campo, mas ligando este com o ataque, ficariam Rui Costa ou Karagounis, sendo que Nuno Assis também poderia ser opção na convocatória. Na frente, então espaço para dois ponta-de-lança.
O problema é que FS é português e não tem capacidade, nem tomates, para instaurar um futebol de ataque deste género, embora tenha dito à boca cheia, quando chegou de lágrima no canto do olho, que prometia um Benfica de ataque.

De qualquer modo, acabaram os testes.

O próximo jogo já será oficial. tenho para mim que FS, apesar do que já disse, não irá mudar a actual táctica.

Esperemos que tudo corra pelo melhor. Esperemos ter sorte.