Sou dos que defendem a continuidade de Koeman.
É certo que o holandês não esteve propriamente brilhante no comando da equipa. Não atingiu nenhum dos objectivos propostos (a campanha na Liga dos Campeões amenizou um pouco o cenário), mostrou algumas fragilidades na gestão dos jogadores, mas, também, pela positiva, evidenciou uma virtude importante: sabe aprender com os erros. E esta característica deve ser rentabilizada na próxima época. Despedir Koeman agora seria desperdiçar, na totalidade, uma ano de trabalho.
No entanto, penso que a continuidade de Koeman dependente muito dos dois jogos que aí vêm. Não tanto pelo julgamento sobre a sua qualidade, que, como escrevo, me parece razoável, mas porque o holandês não pode começar a próxima época em perda acentuada. Basta ver o caso de Peseiro no primeiro terço do campeonato para perceber que um treinador debilitado (com ou sem razão) é um risco muito grande.
Por isso, sem se preocupar demais em que conseguir passar o Sporting na luta pelo segundo lugar, o Benfica precisa de jogar bem e ganhar os dois últimos desafios da temporada. Sair por cima, senão triunfante pelo menos autoritário. Koeman, como líder, precisa deste “atestado”.
24/04/2006
21/04/2006
32ª jornada

Faltam neste momento 3 jogos para terminar a temporada.
Feia de muita inconstância a nível interno, mas de grande brilho a nível internacional.
Resta neste momento, o que afinal sempre se exigiu. Jogar para ganhar, jogar bem, e fazer as coisas de um modo competento. Acredito que sendo a distância para o Sporting de 2 pontos, é perfeitamente possível alcançar o 2º lugar e transformar esta época numa época positiva.
Para isso será necessário vencer os próximos 3 adversários que se avizinham.
Nacional será o primeiro, depois Setúbal e por fim Paços de Ferreira. Se a atitude e o desempenho forem semelhantes ao do Bessa, penso que temos tudo para terminar a Liga com 4 vitórias consecutivas.
Que o Miccoli ou o Manduca marquem um golo este domingo.
20/04/2006
Sem pressão, mas jogando bem
Passadas emoções fortes da luta pelo título, o Benfica rola agora calmamente rumo ao fim da temporada. A batalha indirecta com o Sporting pelo segundo lugar mantém a chama algo activa e talvez assim, sem pressão e com motivação quanto baste, possam surgir exibições agradáveis. Claro que alguns jogadores fundamentais já estão com a cabeça na Alemanha. O risco de uma lesão pode tirar-lhes, é natural, parte da impetuosidade. Mas a possibilidade de acesso directo à Liga dos Campeões pode funcionar como contra-peso para o medo de falhar o sonho de estar no Mundial.
Contra o Nacional o Benfica deve, portanto, jogar bem. O resultado interessa, claro. Mas uma exibição conseguida é importante para fazer a ponte com a próxima época. Que tem que ser melhor: em qualidade de exibição e em títulos.
Contra o Nacional o Benfica deve, portanto, jogar bem. O resultado interessa, claro. Mas uma exibição conseguida é importante para fazer a ponte com a próxima época. Que tem que ser melhor: em qualidade de exibição e em títulos.
10/04/2006
Contra o rendimento mínimo
Benfica 2 – Marítimo 2
O que dizer de um jogo como o de ontem? Há muito para comentar, mas não apetece nada abordar o assunto. O que se passou ontem na Luz foi mau demais. Fez lembrar outros tempos. Tempos que os benfiquistas gostavam que estivessem definitivamente ultrapassados.
Depois da derrota do Sporting, havia a possibilidade de uma quase colagem ao segundo lugar, que significa a entrada directa na Liga dos Campeões. Surpreendentemente, a equipa entrou apática, lenta, à espera de que, mais tarde ou mais cedo, o golo surgisse. Atitude incompreensível numa equipa que se quer com espírito de campeão. O Benfica não pode jogar nunca em “rendimento mínimo”. Nota má, portanto, para os jogadores encarnados pela disposição com que entraram em campo. Mas Koeman também não se livra das críticas. Sobretudo porque começa a ser incompreensível a insistência em Robert. Sabemos que nos momentos de crise a figura do bode expiatório é obrigatória. Mas o francês faz por merecer a nomeação. O Benfica, com ele, joga com dez. Será que vale a pena a desvantagem numérica apenas tendo em troca a ligeira esperança de um remate inspirado de Robert? Parece-me bem que não. Koeman não pode voltar a insistir. Porque então será a sua capacidade com treinador que ficará em causa.
Registe-se, como nota positiva (temos que ser optimistas…) a reacção final do Benfica, que foi buscar os dois golos para o empate nos últimos quinze minutos de jogo. Esse é o espírito de combate para as próximas quatro partidas.
O que dizer de um jogo como o de ontem? Há muito para comentar, mas não apetece nada abordar o assunto. O que se passou ontem na Luz foi mau demais. Fez lembrar outros tempos. Tempos que os benfiquistas gostavam que estivessem definitivamente ultrapassados.
Depois da derrota do Sporting, havia a possibilidade de uma quase colagem ao segundo lugar, que significa a entrada directa na Liga dos Campeões. Surpreendentemente, a equipa entrou apática, lenta, à espera de que, mais tarde ou mais cedo, o golo surgisse. Atitude incompreensível numa equipa que se quer com espírito de campeão. O Benfica não pode jogar nunca em “rendimento mínimo”. Nota má, portanto, para os jogadores encarnados pela disposição com que entraram em campo. Mas Koeman também não se livra das críticas. Sobretudo porque começa a ser incompreensível a insistência em Robert. Sabemos que nos momentos de crise a figura do bode expiatório é obrigatória. Mas o francês faz por merecer a nomeação. O Benfica, com ele, joga com dez. Será que vale a pena a desvantagem numérica apenas tendo em troca a ligeira esperança de um remate inspirado de Robert? Parece-me bem que não. Koeman não pode voltar a insistir. Porque então será a sua capacidade com treinador que ficará em causa.
Registe-se, como nota positiva (temos que ser optimistas…) a reacção final do Benfica, que foi buscar os dois golos para o empate nos últimos quinze minutos de jogo. Esse é o espírito de combate para as próximas quatro partidas.
06/04/2006
... e o pássaro fugiu.
Barcelona 2 - Benfica 0
Nem nos podemos queixar da sorte – com Moretto a dar uma grande ajuda. Faltou apenas a tal eficácia perfeita – Simão teve a eliminatória nos pés.
De resto, e olhando ao que se passou nos dois jogos, o Barcelona é um justo vencedor. Para o Benfica fica a satisfação de ter discutido a presença nas meias-finais da Liga dos Campeões até ao último dos 180 minutos.
Para o ano é preciso marcar presença entre os melhores da Europa outra vez. Criar esse hábito salutar, e natural no Benfica, de competir ao mais alto nível. E isso passa por ganhar já este Domingo ao Marítimo.
Nem nos podemos queixar da sorte – com Moretto a dar uma grande ajuda. Faltou apenas a tal eficácia perfeita – Simão teve a eliminatória nos pés.
De resto, e olhando ao que se passou nos dois jogos, o Barcelona é um justo vencedor. Para o Benfica fica a satisfação de ter discutido a presença nas meias-finais da Liga dos Campeões até ao último dos 180 minutos.
Para o ano é preciso marcar presença entre os melhores da Europa outra vez. Criar esse hábito salutar, e natural no Benfica, de competir ao mais alto nível. E isso passa por ganhar já este Domingo ao Marítimo.
05/04/2006
O pássaro está muito perto da mão....
Um pouco de sorte, no princípio do jogo, e muita eficácia, quando as oportunidades de golo surgirem, é o que se pede hoje ao Benfica. Marcar golos fora é a regra para os campeões nacionais nesta temporada de Liga dos Campeões. E por isso um empate com golos não é uma utupia.
Força Benfica!
Força Benfica!
01/04/2006
Belenenses vs Benfica
O jogo de hoje é para ganhar, assim como são todos no campeonato nacional para o Benfica.
Mas isto não é nada de novo. O que é novo é a minha vontade de ver um de dois clubes descer de divisão: Vitória de Guimarães ou Belenenses. Tanto se me faz que seja um ou o outro. Quero que desça um dos dois.
As razões, ao contrário do que possam pensar, não se prendem com qualquer sentimento de vingança de algo que tenham feito ao Benfica. É mais um sentimento de exasperação.
Estes dois clubes têm dos melhores orçamentos, das melhores condições e diga-se em abono da verdade, umas grandes “gargantas”. Para além disso, gozam sempre de grande simpatia da imprensa no início de cada época. Assumem-se sempre como grandes equipas, que lutam por objectivos europeus. Mas o problema é que têm sido mais as vezes que têm lutado para não descer do que pela Europa, nomeadamente nos últimos 5 anos.
Existe até a particularidade de o mesmo treinador ter tido a mesma missão nos dois clubes, em alturas diferentes claro: Augusto Inácio.
Concluindo, a minha ideia é a seguinte: Guimarães e Belenenses não andam nem desandam, apesar de terem meios para fazer muito melhor. Assim sendo, que saia um deles da Primeira Liga e dê lugar a outro. E depois, a própria descida poderá servir para uma requalificação dos objectivos do clube e da sua organização, e quando voltar poderá voltar mais forte. O efeito Fénix.
Tendo dito isto, uma vitória hoje manteria a moral elevada na preparação para o jogo de Camp Nou. Seria interessante que o Nuno Gomes marcasse um golito hoje.
Mas isto não é nada de novo. O que é novo é a minha vontade de ver um de dois clubes descer de divisão: Vitória de Guimarães ou Belenenses. Tanto se me faz que seja um ou o outro. Quero que desça um dos dois.
As razões, ao contrário do que possam pensar, não se prendem com qualquer sentimento de vingança de algo que tenham feito ao Benfica. É mais um sentimento de exasperação.
Estes dois clubes têm dos melhores orçamentos, das melhores condições e diga-se em abono da verdade, umas grandes “gargantas”. Para além disso, gozam sempre de grande simpatia da imprensa no início de cada época. Assumem-se sempre como grandes equipas, que lutam por objectivos europeus. Mas o problema é que têm sido mais as vezes que têm lutado para não descer do que pela Europa, nomeadamente nos últimos 5 anos.
Existe até a particularidade de o mesmo treinador ter tido a mesma missão nos dois clubes, em alturas diferentes claro: Augusto Inácio.
Concluindo, a minha ideia é a seguinte: Guimarães e Belenenses não andam nem desandam, apesar de terem meios para fazer muito melhor. Assim sendo, que saia um deles da Primeira Liga e dê lugar a outro. E depois, a própria descida poderá servir para uma requalificação dos objectivos do clube e da sua organização, e quando voltar poderá voltar mais forte. O efeito Fénix.
Tendo dito isto, uma vitória hoje manteria a moral elevada na preparação para o jogo de Camp Nou. Seria interessante que o Nuno Gomes marcasse um golito hoje.
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