28/02/2007

Benfica 3 - 1 Paços de Ferreira



Golos de Simão (2) e Nuno Gomes.

24/02/2007

Instantâneos da Era Simão

Minuto 74 do Dínamo de Bucareste – Benfica.
Simão, que já tinha feito as assistências para os dois golo encarnados, pega na bola antes da linha divisória, acelera, ultrapassa um adversário em corrida, continua meio-campo adentro, aproxima-se da área, finta outro adversário, foge para a linha de fundo e cruza. A bola é rechaçada pela defesa e volta novamente a Simão. Que torna a fintar um adversário, a entrar na área, a ganhar a linha de fundo e a centrar. De novo ninguém do Benfica aproveita e a defesa romena volta a cortar. Desta vez para canto. Quem marca? Simão, claro. Que acorre do lado oposto do campo, em passo de corrida.

19/02/2007

Alarve

José Veiga disse ontem, na TVI, que mantém com Luís Filipe Vieira uma relação de… “carinho”.
Argh… (o médio e o indicador esticados à entrada da boca). Nem na Floribella os sentimentos nobres foram tão espezinhados.

Entrar bem em Março

Vitória importante, ontem na Madeira: 2-0 ao Nacional. O segundo lugar recuperado e a manutenção da pressão sobre o primeiro. Miccoli a mostrar serviço, Nuno Gomes perdendo espaço para justificar o jejum, Rui Costa de volta ao estaleiro.
Quinta-feira, em Bucareste, está tudo preparado para novo episódio de sucesso. Entrar em Março com as aspirações intactas em duas frentes é o mínimo que se pode pedir a este Benfica.

16/02/2007

Relevante

"5. Por definição, o campo de jogo é um espaço que deve oferecer igualdade de condições aos oponentes que buscam a conquista esportiva, mediante esforço que engrandece a condição humana, contribuindo para a educação e a saúde.

6. Primeiramente, o campo de jogo, em altitude não recomendada pela medicina, não oferece igualdade de condições aos oponentes, ferindo o princípio da desportividade, o “fair-play”.

7. Por fim, a prática esportiva, em condições não recomendadas pela medicina, faz do esforço físico um ato bárbaro, degrada a condição humana e coloca em risco a vida dos atletas. Não proibir jogos nessas condições é o mesmo que ser conivente com a dopagem. "

Ao ler este texto lembrei-me de várias coisas, mas vou enunciar duas.

- O desvalorizar da vida em prol de outros valores tidos como materiais. Aconteceu nos jogos romanos, acontecia com as festividades maias, acontecia com os trabalhadores na revolução industrial, aconteceu noutros lados em nome direitos de cidadãos.

- A reflexão sobre a vertente ética do desporto, como meio para ter acesso a uma vida mais saudável e também que permita uma evolução na personalidade do indivíduo.

Podem observar o restante comunicado, mas os relatos de jogadores que tiveram de receber assistência com oxigénio durante a partida fazem-nos pensar que seria uma boa altura para parar e pensar.

http://flamengo.globo.com/noticias/integra.asp?e=14953

15/02/2007

(valeu-nos o Miccoli)


Lamento bater na mesma tecla, mas o resultado de ontem confirma o que já disse antes.4-4-3.


Defesas: Nelson, Luisão, Andersson, Leo
Meio campo em casa: Katsouranis, Karagounis e Rui Costa.
Meio campo fora: Petir, Katsouranis e Rui Costa
Avançados: Simão, Miccolli e Derlei

Quanto ao Nuno Gomes, que raio de justificação é essa de que um jogador está a titular consecutivamente só porque 'trabalha muito'?
O trabalho de um pedreiro é assentar tijolo. O trabalho de um motorista da carris é levar o autocarro de paragem em paragem seguindo um determinado percurso. O trabalho de um avançado é, mais do que andar a jogar para os outros, marcar golos. Mas não. O Nuno Gomes continuará a jogar de inicio para 'trabalhar em prol da equipa', não marcando e, pior, tapando jogadores como Miccoli ou mesmo Mantorras. O Nuno Gomes é um empata, que tem a estrelinha de ter tido sempre uma excelente imprensa. Jogadores como Karadas, Marcel, Delibasic ou Kikin Fonseca nem sequer chegaram a poder cometer os erros, falhanços e as quedas de menina com que Nuno Gomes nos tem brindado durante estes anos todos. Estou farto do Nuno Gomes, não há nada que se possa fazer em relação a isso. Se ele fosse benfiquista a sério, abandonava já o futebol.
Estes gajos querem o Estádio da Luz cheio e contratam um fanático da sobrepopulação meio-campista losangolar para escalar a equipa....

07/02/2007

De volta

O que aparentava ser o fim, na Sexta-feira, transformou-se num novo princípio, no Sábado.
O nulo histórico com o Boavista, com as quatro bolas nos ferros e as inúmeras oportunidades desperdiçadas, parecia ser um golpe profundo nas aspirações ao título. Em caso de vitória do Porto, ficávamos a sete pontos, margem difícil recuperar, alargada ainda pelo trauma extra de saber que mesmo jogando muito bem a vitória tinha escapado.
Mas o Porto perdeu. E o cenário péssimo transfigurou-se em bom.
Recuperámos um ponto, de cinco de atraso passámos para quatro, e valorizou-se a exibição conseguida em detrimento do resultado.
Não caindo em euforias excessivas, podemos agora dizer que temos de novo o pássaro na mão. Ainda não dependemos só de nós, mas basta um empate do Porto para que isso aconteça. Continuando a jogar como jogámos contra o Boavista, com um pouco mais de pontaria, temos boas hipóteses de sermos campeões.

Verdadeiramente, Simão é nosso amigo!



Eu bem dizia, no início da época que suspeitava que o Simão voltaria a marcar em Inglaterra.

Pensava que seria na champions, após o ano passado ter facturado em Old Trafford e Anfield Road.

E o homem lá picou o ponto, e marcou desta feita no Emirates Stadium casa do Arsenal.

Ficam a faltar para mim o Stamford Bridge e o mítico St. James Park.

Será que ainda existe algum adepto de futebol em Inglaterra que não conheça o Simão?

02/02/2007

Um dos trinta e quatro calcanhares de aquiles do engenheiro

Como em todos os jogos em casa, vou lá estar. No momento em que escrevo este texto, um jornal informa que já se venderam 42 mil bilhetes para o jogo desta noite na Luz. E isto pode ser importante como sinal de que, se as coisas correrem bem hoje, o estádio volte a estar regularmente quase cheio daqui para a frente. De resto, tenho o sonho de que um dia a bancada Coca-Cola irá ser aberta em jogos do Campeonato sem ser com o Porto ou o Sportém.

A Fernando Santos, como acontece com todos nós nos nossos empregos, enerva-o uma ou duas tarefas que tem de desempenhar. Uma delas é a escalação da equipa titular. Por ele, é sempre a mesma e pressente-se que fica muito desgastado quando tem de meter alguém novo no onze inicial.
Imagino-o aqui há umas semanas atrás debruçado sobre a secretária, cotovelos no tampo da mesa, mãos na cabeça e gravata desapertada, copo de alka-seltzer a borbulhar ao lado da lista de jogadores do plantel, incapaz de decidir acerca do assunto. Já está assim há duas horas. Olha para o canto do escritório, onde arde uma velinha acesa a uma nossa senhora qualquer, enquanto murmura avés marias. Vai ter de lançar o mexicano, aquele gajo, o Kikin Fonseca e, já não aguentando mais o bloqueio mental que sempre o acomete nestas situações, telefona para o Chalana, já está ele em casa de pijama a ver o álbum de recortes, para lhe pedir ajuda porque tem "umas questões técnicas urgentes a debater com ele". Ficaram, nessa noite, até às duas da manhã até o Pequeno Genial fazer com que o engenheiro, já com um Xanax em cima, conseguisse escrever o raio do nome do raio do mexicano no raio da lista para dar ao Shéu para afixar à entrada do raio do balneário.
Mas não foi nada disso, felizmente para o delicado estado da sua úlcera, que se passou ontem. "O gajo já voltou para o México. Granda fezada", pensa, "o gajo já começava a jogar qualquer coisa. Imaginem que começava a marcar golos...todas as semanas estas dúvidas para saber se era o Micul ou o gajo...o meu estômago não aguentava nem duas jornadas..". Não há ninguém lesionado, é fácil copiar os nomes da semana passada. É assim que ele gosta de viver o futebol.
Só que começa a inquietar-se com a chegada do Derlei. Ele que não se comece a por em bicos de pés. De resto, esta história dos tarados da Comunicação Social terem já começado a arranjar-lhe problemas, perguntando-lhe se o Derlei ia jogar hoje de inicio... sentiu logo uma tontura e a úlcera acirrou-se-lhe na conferência de imprensa e só com dificuldade conseguiu responder sem desfalecer.