26/09/2007
Optimismo q.b.
Os dois últimos jogos, derrota por 2-1 em Milão e nulo em Braga (o jogo de hoje, da Taça da Liga, não conta), tiveram a virtude de voltar a assentar no chão os pés dos benfiquistas. O ciclo de três vitórias sem sofrer golos começava a inflacionar o optimismo. A verdade, e por muito que nos custe, é que nem Camacho, sendo melhor que Fernando Santos, não tem a categoria de um Mourinho, nem a pré-época desperdiçada é um pormenor secundário: dois meses de trabalho deitados fora têm um peso impossível de disfarçar. Mas Benfica vai no bom caminho. A época é longa e nada está perdido. O estado de graça de Camacho permite-lhe montar a equipa com relativa serenidade. Pés no chão, é o que se pede aos benfiquistas. Porque, com calma, é possível ir recuperando do desastrado começo de época.
18/09/2007
Benfica, 3 - Naval, 0
Claro que as vitórias são importantes. Com elas se luta para conquistar campeonatos e taças, com elas se alimenta o ânimo da equipa. Mas vitórias apenas não chegam. O futebol não é como a Bolsa. Não bastam os resultados líquidos. Há uma dimensão artística que é essencial . Por isso, a substituição de Trappatoni no Benfica não levantou oposição. O grande estratega italiano levou-nos ao título, fazendo milagres com o plantel, “comendo a relva”, mas faltava à equipa o tempero do brilhantismo. Os benfiquistas queriam, para além dos três pontos, futebol de ataque e virtuosismo.
O Benfica de Camacho parece estar a caminho de conciliar eficácia com brilhantismo. O jogo com o Nacional, na passada jornada, prometeu isso: futebol de ataque, golos e uma obra de arte de Rui Costa. Pelo menos, trouxe a esperança de volta. O que já não é pouco, se nos lembrarmos do sentimento dominante há menos de um mês atrás.
O Benfica de Camacho parece estar a caminho de conciliar eficácia com brilhantismo. O jogo com o Nacional, na passada jornada, prometeu isso: futebol de ataque, golos e uma obra de arte de Rui Costa. Pelo menos, trouxe a esperança de volta. O que já não é pouco, se nos lembrarmos do sentimento dominante há menos de um mês atrás.
13/09/2007
Fim de ciclo
Não defendo Scolari, porque não é possível defender Scolari. Há um gesto, ainda por cima ampliado mil vezes pelo mediatismo do momento, que não pode ficar sem consequências. O seleccionador nacional tentou agredir o jogador sérvio (e digo “tentou” porque uma agressão implica violência e não apenas o simples, e eventual, toque). E Isso é grave. Mais ainda porque, como líder, Scolari tem que dar o exemplo. Mas se não defendo o treinador brasileiro, também acho que a punição pelo acto impensado que praticou deve ter em conta a gratidão que lhe é devida pelos serviços prestados ao futebol português. Se alguém já se esqueceu do que era a selecção no tempo de António Oliveira, o antecessor, deve ir rapidamente aos arquivos para relembrar. Scolari limpou o que parecia impossível de limpar, tornou a selecção em algo mais do que uma equipa de futebol e liderou o melhor período de sempre da “equipa das quinas” (um segundo lugar no Europeu e um quarto no Mundial). Estes factos não podem ser esquecidos, sob pena de se estar a praticar um acto de profunda ingratidão.
Se a saída de Scolari é inevitável, e tudo aponta para isso, então que se escolha o momento que garanta dignidade para ambas as partes. E esse momento poderá ser o fim da fase de qualificação para o Europeu (Novembro próximo). Por causa do castigo da UEFA, é pouco provável que o brasileiro volte a sentar-se no banco português. Deixe-se, então, que conclua o seu trabalho, não sendo expulso a meio como um aluno malcomportado. O acto grave não passa em claro e o excelente trabalho produzido por Scolari é tomado em conta.
Quanto ao substituto, a minha preferência vai para Manuel José.
Nota: vejo a cena de ontem na íntegra e verifico, com alguma surpresa, que a única agressão foi feita pelo jogador sérvio, dando uma palmada na mão de Scolari. Este tentou responder , mas não consumou o acto. Nada como deixar passar a tempestade, e as vozes dos abutres, para perceber o que se passou. Responder a uma agressão não é a mesma coisa que tentar agredir. A UEFA certamente vai ter isso em conta.
Se a saída de Scolari é inevitável, e tudo aponta para isso, então que se escolha o momento que garanta dignidade para ambas as partes. E esse momento poderá ser o fim da fase de qualificação para o Europeu (Novembro próximo). Por causa do castigo da UEFA, é pouco provável que o brasileiro volte a sentar-se no banco português. Deixe-se, então, que conclua o seu trabalho, não sendo expulso a meio como um aluno malcomportado. O acto grave não passa em claro e o excelente trabalho produzido por Scolari é tomado em conta.
Quanto ao substituto, a minha preferência vai para Manuel José.
Nota: vejo a cena de ontem na íntegra e verifico, com alguma surpresa, que a única agressão foi feita pelo jogador sérvio, dando uma palmada na mão de Scolari. Este tentou responder , mas não consumou o acto. Nada como deixar passar a tempestade, e as vozes dos abutres, para perceber o que se passou. Responder a uma agressão não é a mesma coisa que tentar agredir. A UEFA certamente vai ter isso em conta.
05/09/2007
A equipa perfeita
Com Camacho voltou o 4-4-2 clássico.
Há poucas coisas que me façam mais feliz que o jogo naturalmente ofensivo desse sistema táctico. Embora ache que o esquema irá derivar durante a época para um mais natural 4-3-3
A equipa titular para mim é de caras
GR-Quim
DD-Zoro
DC-D.Luiz
DC-Luisão
DE-Leo
MD-Rodriguez
MC- Petit
MC- Katsouranis
ME- Di Maria
Av- Rui Costa
PL- Cardozo
Há poucas coisas que me façam mais feliz que o jogo naturalmente ofensivo desse sistema táctico. Embora ache que o esquema irá derivar durante a época para um mais natural 4-3-3
A equipa titular para mim é de caras
GR-Quim
DD-Zoro
DC-D.Luiz
DC-Luisão
DE-Leo
MD-Rodriguez
MC- Petit
MC- Katsouranis
ME- Di Maria
Av- Rui Costa
PL- Cardozo
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