27/04/2008

E agora Vieira tem a palavra

Depois da derrota no Porto, na semana passada, e da vitória de ontem, na Luz, frente ao Belenenses, o Benfica está a um ponto do segundo lugar e do consequente apuramento directo para a Liga do Campeões. Se em termos financeiros, e até de contratação do futuro treinador, esse lugar é relevante, em termos desportivos, e olhando o historial do Benfica, nada acrescentará. Por isso, com derrotas em todas as frentes, a época está terminada.
Ironicamente, o desastre que foi o Benfica desta temporada coloca Luís Filipe Vieira, com consecutivos actos de má governação, na posição em que estava Fernando Santos no ano passado: fragilizado, sem arcaboiço para aguentar qualquer eventual, e provável, infortúnio nos primeiros jogos da próxima época. Olhando o que se passou com Fernando Santos, seria sensato que Vieira se afastasse já, evitando por em risco, por instabilidade, mais uma época desportiva. Mas temos que ser realistas. Se ele não foi capaz de o fazer a um subordinado, não o fará certamente a ele próprio. E, nesta perspectiva, o futuro do Benfica parece pouco risonho. Luís Filipe Vieira, a quem reconheço o grande mérito de não ter deixado morrer o Apito Dourado, tem “a faca e o queijo na mão”. O Benfica precisa de mudar. E essa mudança, depois do desastre de 2007/2008, tem que começar pela cabeça, pelo Presidente.

20/04/2008

Importante, por motivo diferente

Depois da derrota em casa com a Académica, por 0-3, e da inexplicável derrocada frente ao Sporting, em Alvalade, quando um pé (2-0, a vinte e cinco minutos do fim) já estava no Jamor, depois destes desaires, os encarnados vão jogar hoje às Antas. Uma equipa desmoralizada, cansada e em queda livre na tabela classificativa enfrenta um Porto cheio de confiança depois de uma época em que tudo lhe correu bem. Não é difícil imaginar o desastre. Uma exibição como a da segunda parte de quarta-feira passada em Alvalade (provavelmente nunca o Benfica na sua gloriosa história sofreu cinco golos em tão curto espaço de tempo) pode trazer a humilhação e colocar o segundo lugar, que já não é o primeiro dos últimos mas a porta para a milionária Liga dos Campeões, definitivamente fora do alcance. O jogo mantém pois, por motivos invulgares, a importância de sempre. Sem títulos para ganhar, há o prestígio para defender. Força Benfica!

07/04/2008

Boavista, 0 – Benfica, 0

Mesmo com o empate, e a consequente perda de vantagem na luta pelo segundo lugar, não pode ficar sem referência o regresso do Benfica à Benfica. Em cima do adversário, lutando, atacando, rematando. Assim sim, há esperança para o que ainda sobra da época em termos de conquistas: Taça de Portugal e lugar na Liga dos Campeões. Força Benfica!
Chalana, Vieira e Rui Costa insurgiram-se contra as arbitragens que, consecutivamente, erram na mesma direcção. Se a exaltação e os termos usados pelos dois primeiros não foram os mais adequados (para “cabeça quente” já chega a do adepto de bancada), concordo que, perante as evidências, não se pode ficar calado. O silêncio só serve aos que beneficiam com os “lapsos” dos árbitros.